sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Verdade Acima da Unidade

Publico o seguinte texto que li no blog do Josemar Bessa ( http://josemarbessa.blogspot.com ).
Deve nos fazer refletir, e bastante. Até que ponto comprometeremos a verdade em favor da (pretensa) união? Será que talvez não estejamos tentando evitar o inevitável?
Que Deus nos ajude a sermos fiéis e sábios ao nos perguntarmos essas questões. Só Ele poderá nos fornecer a resposta certa. Que sejamos corajosos para sustentar aquilo que Deus colocar em nosso coração, rejeitando qualquer forma de comodismo.

A VERDADE ACIMA DA UNIDADE
Martinho Lutero

Esse tesouro é tão valioso que nenhum coração humano é capaz de compreendê-lo (razão por que também requer uma luta maior e mais intensa), e não se deve menosprezá-lo, como o mundo e algumas pessoas insensatas fazem: "Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade". (2Co 13.8).
Dizem assim: A gente não deve brigar tanto por causa de um artigo de fé, etc., e, por causa disso, dividir a cristandade, pecando contra o amor. Ao contrário, dizem eles mesmos que a gente erra num pequeno ponto, mas concorde no restante, bem que se pode amolecer e fechar um olho, visando preservar a união ou unidade cristã e fraterna.
Não, meu caro amigo, não me venha com conselhos sobre paz e unidade que resultem em perda da palavra de Deus. Pois, com isso, perder-se-ia também a vida eterna e tudo mais. Aqui não se pode amolecer e rejeitar as coisas a bem de você ou a de qualquer outra pessoa. Pelo contrário, todos, amigos ou inimigos, devem dar lugar à palavra. Pois a palavra não nos foi dada para promover paz e unidade exterior ou terrena, mas para conduzir à vida eterna.
A unidade ou comunhão cristã deve ser fruto das palavra ou da doutrina. Onde houver acordo e unidade na palavra ou na doutrina, o resto virá automaticamente. Se não houver concórdia na palavra ou na doutrina, nenhuma unidade será duradoura.
Por isso, não me venha com essa história de amor ou amizade quando se pretende passar por cima da palavra e da fé. Pois está escrito que a palavra, e não o amor, nos traz a vida eterna, a graça de Deus e todos os tesouros do céu. (2Co 13.5-10).

P.S.: Acabei encontrando este vídeo que também toca neste assunto. Fiquei muito feliz porque ele é bem bíblico e nos alerta para algo em que, julgo eu, as igrejas contemporâneas mais têm falhado. Não é surpresa ver o estado do evangelicalismo mundial e brasileiro. Infelizmente, o vídeo está só em inglês, sem legendas.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Não Desperdice seu Púlpito

"A melhor maneira de desperdiçar seu púlpito é pregar seus próprios pensamentos, em vez de pregar os de Deus."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Cuidado boquinha o que fala (Músicas "Infantis", Parte I)

Há uma música cantada por crianças, em colégios evangélicos ou nas Escolas Bíblicas das Igrejas que diz assim:

“Cuidado boquinha o que fala
Cuidado boquinha o que fala
O Salvador do céu está olhando pra você
Cuidado boquinha o que fala

Cuidado mãozinha no que pega
Cuidado mãozinha no que pega
O Salvador do céu está olhando pra você
Cuidado mãozinha no que pega (...)”

E assim segue, falando, ainda, “cuidado pezinho onde pisa” e “cuidado olhinho o que vê”.
Li certa vez que tal canção havia sido banida – sim, banida -, porque não possuiria “uma boa fundamentação pedagógica, pois vendia a idéia de um Deus repressor que está nos vigiando o tempo todo, sempre pronto para nos punir.”. (http://www.comunidadego.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=49&Itemid=1)
Confesso que tal afirmação chamou minha atenção – e não num bom sentido. Explico (ressaltando que a minha crítica não é ao autor da frase acima, mas ao que ela representa.).
Em primeiro lugar, Deus está nos vigiando, olhando atentamente para nós, o tempo todo. Provérbios 15.3 é especialmente enfático a esse respeito, quando diz que “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.” (cf. Pv 5.21, Is 40.27, Sl 139.1-16, Jó 34.21, Hb 4.13, etc.). Assim, a afirmação de que “o Salvador do céu está olhando pra você” é bíblica. Deus nos vê, o dia todo, todos os dias. Deste modo, o aviso que a música traz, “cuidado”, é especialmente bem-vindo. Às vezes nos esquecemos de que Deus tudo vê. Na verdade, até sabemos que Deus tudo vê, mas não nos lembramos que o Deus que é Santo, Santo, Santo (Is 6.3, Ap 4.8) é quem tudo vê. E que, muito embora nos ame, odeia nosso pecado. Portanto, devemos nos portar de maneira condigna com a vida para a qual fomos chamados (Ef 4.1), e não (só) por medo, mas (também) porque, tendo sido regenerados, trilhamos outro caminho, possuindo Cristo como alvo. Demais disso, Deus nos ordenou que sejamos santos, porque Ele é santo (Lv 11.44, 19.2, 20.7, Cl 1.12, I Pe 1.15-16).
Além disso, Deus também pune. Ele é um justo juiz (Sl 7.11). Mais precisamente, Ele é o justo juiz (Sl 75.7). Deus pune as ações do homem incrédulo, como fez no dilúvio e em Sodoma e Gomorra. E, conquanto perdoe os pecados daqueles que se arrependem, disto não decorre o desaparecimento das conseqüências do pecado, como, p.ex., a proibição feita a Moisés de entrar na terra prometida. Deus está sempre pronto a perdoar. Mas, como a justiça é essência de Seu próprio caráter, Ele pune o pecado.
Por fim, Deus também reprime. A idéia inserta em “reprimir” é, creio, proibir. Assim Deus nada proibiria, não sendo “repressor”. Tal idéia é, também, incorreta. As Sagradas Escrituras são chamadas diversas vezes, em seu próprio texto, de lei (Dt 17.19, Sl. 1.2, Jo 15.5, dentre inúmeras outras passagens). A Bíblia, portanto, não revela uma opinião de Deus, que pode ou não ser observada, mas a vontade dEle, que deve ser cumprida. O Senhor não entregou a Moisés dez sugestões, mas dez mandamentos. É bem verdade que o só fato de a lei existir não implica no seu cumprimento pelos sujeitos que devem obedecê-la (a norma prevê um dever, não um ser). Mas isto não a descaracteriza como sendo obrigatória.
Deus está sempre com os olhos sobre nós, vendo cada passo, cada gesto, cada palavra, cada pensamento não pronunciado. Este fato, muito embora possa gerar medo e vergonha, é também razão de consolo. J. I. Packer disse que “Há um conforto indescritível – o tipo de conforto que nos estimula, seja dito, e não debilita – em saber que Deus está constantemente atento a mim com amor, e velando por mim para meu benefício.” (PACKER, J. I. O conhecimento de Deus. Traduzido por Cleide Wolf. São Paulo: Mundo Cristão, 1996, p. 50.) No Salmo 139, após o autor afirmar categoricamente que nunca estará longe do Senhor, de modo algum reputa isto por algo ruim. Muito ao contrário. Nos versos finais ele manifesta o desejo de que Deus o conheça, o sonde: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.”
O Salvador do céu está olhando para nós. Louvores a Ele por isto.


Caio

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Evangelismo Decisionista

"Eu vou orar, e se você concordar com a minha oração, aperte a minha mão."
"Jesus te ama e tem um plano maravilhoso para a sua vida."
Que outras frases ilustrariam a foto acima?

O evangelismo decisionista convence as pessoas de que elas realmente aceitaram a Jesus, ainda que nada tenha sido falado sobre pecado, inferno, a depravação do homem, a necessidade de misericórdia, perdão, graça... O valor da morte de Deus, o Filho... Na maioria das vezes, só se fala que com Jesus, sua vida será melhor. Não que esta afirmação seja errada, mas expõe a mensagem de maneira incompleta, destruindo o Evangelho. Isto traz 2 problemas:
1) Em que sentido se diz isso? Aceitar a Jesus traz satisfação, alegria incomparável, conhecimento da verdade, comunhão com o amoroso Criador dos céus e da terra, que te ama desde antes da fundação do Universo - alegrias acima de qualquer imaginação. Mas, por outro lado, traz perseguições, difamações, humilhações e, enquanto se vive na Terra, a certeza de dificuldades.
2) Faz as pessoas acreditarem que são salvas e, como não recebem maiores instruções (já que quem evangeliza dessa forma não é lá muito afeito a estudar a Bíblia e proclamar a pura verdade), elas vivem como bem entendem. E então, não há crescimento em santidade, não há maior busca por Deus, não há conversão verdadeira. As pessoas passam a vida acreditando que são salvas por terem feito a oraçãozinha com o Evangelista, Apóstolo, Bispo ou Pastor Fulano de Tal e, quando menos perceberem, ouvirão de Jesus: "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." (Mateus 7:23)
Cuidemos para que esta enganação não continue em nosso meio! Não sejamos cúmplices deste evangelismo que envia as pessoas direto ao inferno. E, como Paul Washer diz: "Se você foi evangelizado por este método e hoje é salvo, não se engane: você não foi salvo por causa dele, você foi salvo apesar dele."

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Será que vale a pena lutar? John McArthur

Depois de ler o post do Marcos, acessei o site que ele indicara, deparando-me com o seguinte escrito de autoria do grande John McArthur. Para quem ainda não o conhece, aproveite a bela oportunidade.
Que Deus a todos abra os olhos e nos coloque na nossa própria e merecida posição:em sua dependência completa!


"Nenhuma idéia é mais politicamente incorreta hoje entre os evangélicos do que a antiga noção fundamentalista de que vale a pena lutar pela verdade, incluindo as proposições essenciais da doutrina cristã. Na verdade, muitos acreditam que as discussões sobre as crenças religiosas são as mais inúteis e arrogantes de todos os conflitos. Isso pode ser verdade, e, é verdade em casos onde as opiniões humanas são a única coisa em jogo. Mas onde a Palavra de Deus fala claramente, temos o dever de obedecer, defender e proclamar a verdade que Ele nos deu, e devemos fazer isso com uma autoridade que reflete a nossa convicção de que Deus falou com clareza e finalidade. Isto é particularmente crucial em contextos onde as doutrinas fundamentais do cristianismo bíblico estão sob ataque.


Aliás, as verdades fundamentais das Escrituras, estão sendo atacadas. A própria Escritura ensina claramente que o principal campo de batalha onde Satanás luta contra Deus é o ideológico. Em outras palavras, a guerra espiritual de cada cristão está engajada em primeiro lugar, em um conflito entre a verdade e o erro, e não apenas em uma concorrência entre as coisas boas e más. O objetivo principal da estratégia de Satanás é confundir, negar a verdade, corromper, e isso significa que a batalha é muito grave. Ser capaz de distinguir entre a sã doutrina e o erro deve ser uma das maiores prioridades de cada cristão, como deve ser defender a verdade contra o falso ensino.


Tomar tal posição hoje, entretanto, é desafiador e você será repreendido por vozes dizendo que você está fora de linha e que precisa ficar quieto. A metáfora “guerra” simplesmente não funciona em uma cultura pós-moderna, eles insistem. Epistemologias pós-moderna começam e terminam com o pressuposto de que qualquer questão sobre o que é verdadeiro ou falso é meramente acadêmica. Nossas diferenças são, em última análise, triviais. Apenas o tom da nossa discussão não é trivial. Cada sugestão da militância é considerada inadequada nestes tempos de sofisticação.


Tomar uma posição para a verdade foi impopular no primeiro século. Mas isso não impediu os apóstolos de confrontar o erro.


Considere o apóstolo Paulo, por exemplo. Paulo foi certamente justo com seus adversários no sentido de que ele nunca deturpou o que eles ensinaram. Mas Paulo claramente enxergando seus erros em que eles estavam, chamou-os de forma adequada. Ele falou a verdade. Em seu estilo de ensinar todos os dias, Paulo falou a verdade suavemente e com a paciência de um pai de amoroso. Mas quando as circunstâncias o justificavam um forte tipo de franqueza, Paulo falava muito francamente, às vezes até com sarcasmo (1 Coríntios 4:8-10). Como Elias (1 Reis 18:27), João Batista (Mateus 3:7-10), e até mesmo Jesus (Mateus 23:24), ele também empregou escárnio eficaz e adequado, para destacar o ridículo do erro grave (Gálatas 5:12).


Paulo não parece sofrer da mesma escrupulosa angústia que faz com que muitas pessoas hoje caiam em erros; a idéia do apóstolo da “gentileza” não era o tipo de benevolência do falso. Nós nunca vemos convidando os falsos mestres em erro religioso para o diálogo, nem ele aprovaria essa estratégia. (Gálatas 2: 11-14).


Paulo compreendeu que vale a pena lutar pela verdade. Ele defendia a verdade, mesmo quando ela era impopular para fazê-lo."

John MacArthur

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Lutar pela verdade ou continuar deitado no sofá?

Galera, me senti muito identificado com este post do blog Fé Reformada, o qual eu recomendo. Muitas vezes nós não fazemos a vontade de Deus, ou com medo dos homens, ou porque estamos tão confortáveis que não temos nem iniciativa de talvez imaginar fazer algo para mudar, reformar, melhorar a Igreja. Acho que ninguém discordaria de que, quanto mais perto da Bíblia está uma igreja, mais cumpridora dos propósitos de Deus, mais fiel a Ele, mais cheia de vida!
Temos nós coragem de lutar pela verdade? Confiamos na soberania de Deus?! Sabendo que a obra não depende de nós, mas sim unicamente da ação do Espírito Santo por meio de nossa vida, nossa pregação, nosso testemunho.
Eis o link:
http://fereformada.wordpress.com/2009/10/07/sera-que-vale-a-pena-lutar-pela-verdade/

Grande abraço!
Marcos

sábado, 3 de outubro de 2009

Galeria de Homens de Deus


Uma galeria com homens importantes!

Dou um doce de batata doce para quem me dizer os nomes desses distintos cristãos.

A PAZ!
Esdras

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O Evangelho tem sido loucura?

Amados amigos
Logo depois de minha conversão ter realmente acontecido, passei a devorar a Escritura. Em minha sede, conheci muitas das verdades bíblicas, apaixonando-me pela doçura da Palavra ("Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca." Sl 119.103). Entretanto, meu paladar ainda se acostumando com o mel, deparava-se, às vezes, com a amarga constatação de que ainda havia muito de impuro em minha vida, muito de vazio, relembrando minha condição pecadora.
Embora haja passado alguns anos daquele tempo, ainda sinto minha boca amarga, minha mente cansada e minha alma em pranto. É que me deparando com um versículo, percebo o quão conformada tem sido minha vida com esse presente século!
O apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios (ou, para aqueles mais nerds, a segunda carta, já que, possivelmente, a primeira houvera se perdido), afirma que a mensagem de Deus não pode ser compreendida pelos mortos-vivos, por aqueles que ainda não experimentaram o maravilhoso agir do Senhor, porque somente conseguem ver o que seus olhos míopes enxergam, considerando, portanto, essa história loucura. Em seu orgulho, em sua racionalidade, em seu humanismo autocentrado, em sua vaidade, a história do Deus-homem, do Cordeiro santo é absurda, surreal, dadaísta, sem sentido. Ora, por que cargas d'água EU precisava de salvação? Como assim Deus existe, se eu não o vejo?
A cidade de Corinto era famosa pela sua riqueza e cultura, pela sua filosofia desenvolvida, pelos seus grandes feitos. Estavam tão cheios de si, que não viam o poder de Deus: "Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus." I Co 1.18.
"Loucura! Loucura! Loucura!" Gritavam os corintios. "Esses caras são loucos! Como podem adorar esse deus? Como podem acreditar que o Universo fora criado em 6 dias. Como podem acreditar que a mulher veio de uma mísera costela de um homem? E lá serpentes falam? Até parece que um homem construiria uma arca que de tão grande nela caberia um casal de cada espécie."
Ou, num contexto atual: "como assim vocês acordam cedo todos os domingos para ir ao culto? Vocês realmente não transam antes do casamento? Não brinca que vocês não vão para festinhas e beijam quem vocês desejarem? Para que perder tempo lendo um livro tão ultrapassado? Esse lance de casamento é coisa do passado. Viver para outra pessoa é a maior bobagem, vivam para si mesmos."
Mas por que eles não veem que tudo isso tem um sentido? Porque estão mortos espiritualmente. Porque, infelizmente, são escravos do pecado, autocentrados neles mesmos, preocupados em como satisfazerem seus próprios e mesquinhos desejos.
Mas a Palavra de Deus diz que, diferente do que os "outros" acham, para nós, os nascidos de novo, as Escrituras são a revelação da GLÓRIA de DEUS! A revelação do Poder, do Amor, da Graça, da Misericórida, expressão mais fiel do sentimento dEle por mim e por você.
"Está bem, até agora eu entendo o que você está falando, Esdras, mas ainda não entendi o que isso tem a ver com aquele gosto azedo que teima em continuar em sua boca."
Meu amigo, é que, às vezes, minha vida não aparenta ser loucura para as pessoas ao meu redor, ao contrário, muitas vezes, está tão parecida com o que esse mundo aceita, que ninguém acha que eu sou um "discípulo do Caminho", justamente porque não faço qualquer diferença àqueles mortos-vivos.
Infelizmente, eu me vejo vivendo uma vida que de nada se diferencia do mundo. Talvez os meus sonhos, meus planos sejam os mesmos que os de qualquer outra pessoa que não conhece a Deus. Talvez minhas atitudes, meus gestos, minhas falas denunciam minha semelhança com esse mundo. Talvez tenho amado esse mundo do mesmo jeito que o resto das pessoas, enquanto a Palavra, que deveria ser LOUCURA para os que perecem, isto me diz : "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." I Jo 2.15.
Velhos, eu decidi escrever isso para que, em meio a doçura libertadora da Palavra, seja-lhes revelado nossa real condição, que, infelizmente, tem sido amarga. Meu questionamento a vocês nesse momento é: sua vida tem sido loucura para os seus amigos que ainda não se entregaram a Deus ou, ao contrário, tem se amoldado por aquilo que massifica as vidas dos perdidos? Vocês têm vivido a vida de forma a expressar o Poder e a Glória de Deus ou vocês estão conformados com esse mundo, com esse presente século?
Irmãos, preguemos e verdadeiramente vivamos a Cristo, porque é o Poder e a Sabedoria de Deus (I Co 1.25): "Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. (...) Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes." I Co 1.25,28.
Sejam loucos, meus irmãos, para esse mundo, porque essa loucura é mais forte do que qualquer homém sábio.
Que Deus livre as nossas vidas dessa amarga sensação de não estarmos, de fato, expressando nossa loucura a esse mundo.
A PAZ!
Esdras.

sábado, 26 de setembro de 2009

Chegou a hora da Igreja do Senhor acordar desse sono!

Amados
Impreesionante como Deus nos usa. Essa constatação constantemente me deixa atônito, sem palavras, imerso em meus pensamentos. Como assim?! Eu tão sujo, tão pobre, tão pecador sou usado pelo Santo dos Santos, pelo Rei dos reis. Mas, meu irmão, é isso que Deus quer fazer de nossas vidas. Ele quer dar-nos sentido, instrumentalidade, uso. Ele quer a sua vida e a minha vida para a Honra e Glória dEle.
Acredito que nós apenas precisamos deixar isso acontecer...
Há algum tempo, minha vida tem sido desconstruída. Tenho passado a experimentar coisas que eu outrora não sentia. Isso me faz pensar a respeito de quanto e quanto tempo eu vivi meu cristianismo sem muita vida. Hoje, olho para trás e me parece que estive dormindo esse tempo todo. Minha sensação é de ter fechado meus olhos e dormido um sono profundo.
Sabe quando a gente viaja de carro e adormece? Então, é essa a sensação. É como se eu estivesse dormido e deixado alguém dirigir o carro e me levar para onde quisesse. Se, ao menos, esse motorista fosse Deus, acho que esse sono seria um revigorante, um que tira o cansaço, que proporciona vida. Agora se quem estivesse na direção não fosse Deus, mas minha própria carne? Velho, é esse aí o problema. Tenho certeza de que quem estava na direção não era Deus, era tudo aquilo que Ele reprovava. Por isso, a minha sensação é de que o meu eu-cristão estava constantemente sonolento, perdendo todas as batalhas contra a carne, o mundo e o diabo.
Diante dessa constatação, o meu grito de guerra é, em uma só voz com a do Apóstolo Paulo: "já é hora de NOS despertarmos do sono, porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos" (Rm 13.11).
Vivamos, então, um cristianismo desperto! Desperto para as coisas do Reino. Desperto para o amor a Deus e o amor ao próximo. Desperto para o evangelismo. Desperto para o serviço. Desperto para o estudo da Palavra. E, principalmente, desperto para a Glória do Deus Vivo!
Velho, já estamos mais próximos de nossa salvação. Continuemos, pois, buscando-a!
Que o Espírito Santo de Deus continue inflando nossos pulmões de VIDA e ENERGIA para nos retirar desse sono profundo e letárgico que não nos permite ver a vida espiritual com clareza.
A PAZ!
Esdras.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um Começo!

Amados
Sejam todos bem-vindos a esse espaço. Que Deus coloque em seus corações, cada vez mais, o desejo de se alimentarem da Sã Doutrina.
Espero que esse blog seja muito bem utilizado para o crescimento mútuo da Igreja de Deus!
Como primeiro post, gostaria de apresentar àqueles que ainda não conhecem um cristão que muito impactou o cristianismo. Um pastor que pregava na Inglaterra, mesmo que, para isso, tivesse de ser preso. Coisa que diversas vez aconteceu. Então, ainda na prisão, de uma forma muito para lá de paulina, escreveu um livro. Tan-tantan-ran-ran! O Peregrino!
"Bunyan escreveu O Peregrino em duas partes, a primeira foi publicada em Londres em 1678 e a segunda em 1684. Ele havia iniciado a obra durante seu primeiro período de aprisionamento, e provavelmente terminou-a durante o segundo período do mesmo. A edição mais recente em que as duas partes foram combinadas em um único volume foi publicada em 1728. Uma terceira parte falsamente atribuída a Bunyan apareceu em 1693, e foi reimpressa em 1852. Seu nome completo é The Pilgrim’s Progress from This World to That Which Is To Come ("O Progresso do Peregrino deste Mundo Àquele que está por Vir").
O Peregrino é considerado uma das mais conhecidas alegorias já escritas, e tem sido amplamente traduzido em diversas línguas. Missionários Protestantes geralmente o traduziam em primeiro lugar depois da Bíblia.
Outras duas obras de Bunyan são menos conhecidas: The Life and Death of Mr. Badman ("A Vida e Morte do Senhor Badman", 1680), uma biografia imaginária, e The Holy War ("A Guerra Santa", 1682), uma
alegoria. Um terceiro livro que revela a vida interior de Bunyan e sua preparação para seu designado trabalho é Grace Abounding to the chief of sinners ("Abundante Graça para o chefe dos pecadores", 1666). É uma obra muito prolixa e, uma vez que sendo a respeito da própria pessoa de Bunyan, poderia dar o parecer de ser intoleravelmente egocêntrica, exceto que sua motivação ao escrever tal obra foi somente com o intuito de exaltar o conceito Cristão sobre a graça e confortar aqueles passando por experiências similares à sua.
As obras mencionadas acima têm sido publicadas em diversas edições, e estão acessíveis a todos. Existem notáveis coleções de edições de
O Peregrino, e.g., no Museu Britânico e na Biblioteca Pública de Nova York, agrupados por James Lennox.
Bunyan se tornou um popular pregador e um prolífico autor, apesar da maioria de seus trabalhos consistir em sermões. Em teologia, ele era um
Puritano, mas não havia nada de obscuro a seu respeito. O retrato desenhado por seu amigo Robert White tem sido reproduzido diversas vezes e mostra a atraente natureza de seu verdadeiro caráter. Ele era alto, tinha cabelos ruivos, um nariz proeminente, uma boca bastante grande e olhos brilhantes.
Bunyan não era uma pessoa estudada, mas conhecia a Bíblia em inglês muito bem. Ele também foi influenciado pela obra Commentary on the Epistle to the Galatians ("Comentário na Epístola aos Gálatas") de
Martinho Lutero, na tradução de 1575.
Algum tempo antes de sua libertação final da prisão, Bunyan se envolveu em uma discussão com Kiffin, Danvers, Deune, Paul, e outros. Em 1673 ele publicou Differences in Judgement about Water-Baptism no Bar to Communion ("Diferenças no Julgamento sobre Batismo nas Águas não são Barreiras para a Comunhão"), onde ele sustentou a idéia de que "A igreja de Cristo não tem o direito de excluir da comunhão o Cristão que é um santo visível neste mundo, o Cristão que anda segundo sua própria luz com Deus." Apesar de reconhecer que o "Batismo nas Águas é uma ordenança de Deus," ele se recusava a fazer disso "um ídolo," assim como ele pensava que faziam aqueles que usavam disto como um preceito para excluir da comunhão os que eram reconhecidos como Cristãos genuínos.
Kiffin e Paul publicaram uma resposta em Serious Reflections ("Sérias Reflexões", Londres, 1673), aonde eles discutiram em favor à restrição da Ceia do Senhor aos devotos batizados, e receberam a aprovação de Henry Danvers em sua obra Treatise of Baptism ("Tratado de Batismo", Londres, 1673 ou 1674). Como resultado da controvérsia os Batistas Exigentes (
Calvinistas) deixaram aberta a questão da comunhão com os não-batizados. A igreja de Bunyan admitiu pedobatismo aos membros e finalmente se tornou pedobatista (Congregacionista).
Bunyan se distingue por ter escrito
O Peregrino, provavelmente o livro mais lido do idioma inglês e o traduzido em mais línguas que qualquer outro livro exceto a Bíblia. O encanto da obra é atribuída ao interesse de uma história onde a intensa imaginação do escritor cria personagens, incidentes, e cenas vivas na mente de seus leitores como coisas conhecidas e relembradas por eles mesmos, em seus toques de ternura e humor, em sua impressionante e comovente eloqüência, e em seu puro Inglês idiomático. Macaulay afirmou, "Todo leitor conhece o estreito e apertado caminho tão bem quanto ele conhece uma rodovia em que ele tem andado pra frete e pra trás cem vezes" e ele adiciona: "Na Inglaterra durante a última metade do século dezessete havia somente duas mentes capazes da faculdade imaginária em um grau tão elevado. Uma dessas mentes produziu o Paradise Lost ("Paraíso Perdido"), e a outra The Pilgrim's Progress ("O Peregrino"). Bunyan escreveu cerca de 60 livros e folhetos, dos quais The Holy War ("A Guerra Santa") é o segundo em popularidade, atrás de O Peregrino, enquanto Grace Abounding ("Abundante Graça") é uma das biografias mais interessantes já escritas." (Retirado do Wikipedia)
Para quem quiser crescer na Fé e não tiver preguiça para isso, ou medo!, vale a pena conferir essa fabulosa leitura que pode ser feita por este site: http://www.scribd.com/doc/2455733/Bunyan-John-O-Peregrino
No mais, que aprendamos como o Peregrino, chamado Cristão, a superar as dificuldades que o Mundo, a Carne e o Inimigo podem nos trazer, permanecendo sempre fieis no Caminho!
Que a Graça e a Paz de Cristo Jesus, nosso Senhor, tomem conta de nossas vidas, pensamentos, sonhos, planos, estudos, namoros, famílias, igrejas...
Um tenro abraço a todos os meus queridos.
Esdras.